Vem, me dá a sua mão, quero ir não
sei aonde, fazer não sei quê, por não sei qual motivo, mas quero ir com você,
quero que me guie, que me arraste pelo destino.
Quero
que pense em mim numa tarde de segunda, quero que deseje escutar minha voz até
enjoar e me mandar calar a boca, quero que sinta o chão cair e que perca a voz
ao me encontrar.
Quero
que ria das bobagens que falo, que me deixe falando sozinha quando eu estiver
chata, que me odeie por um segundo e me ame por uma eternidade, quero que se
irrite e me peça desculpas mesmo assim.
Vem,
mas não venha sem medos, porque eu também os tenho e sinto a necessidade de te
amedrontar também, quando a gente tem medo, tem cautela. Não me deixe sozinha,
não estaremos nunca só se nos tivermos. Vem, vem cauteloso e sem pressa, pega
na minha mão e nos jogue nesse mar desconhecido e não me solte nunca mais.
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