segunda-feira, 20 de maio de 2013
Você suspira e diz meu nome e eu quase caio, quase vou ao chão. E algo me segura, porque eu sei que se eu cair ali eu fico, cadê você pra me levantar? Você tá lá, tá lá longe, não me vê, nunca me viu, eu que não quis o seu notar. Porque o seu olhar me atravessa, me avessa, meu avesso, o que eu fiz pra ficar tão presa assim a você? Eu me jogo e depois te jogo, já faz tempo que venho cansando dos jogos, das provocações, mas o que eu faço pra mudar? Algo me segura, eu sou insegura, eu não vou me jogar, eu vou cair, você não vai me levantar, você nunca está nem com as outras, porque estaria comigo? Eu não sou diferente, você não é diferente, nós somos tão iguais, tão desiguais, incompletos que não se completam, NÃO ME DEIXA CAIR! Eu sou tão inconstante, como você me suporta por mais de um instante, eu não sei. Como a gente não se ama, só se engana.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Ciclo
Enquanto fico aqui
esperando as voltas que a vida dá
me amarro nas correntes do carrossel parado
esperando que ele volte a girar
e me tonteie
me aperte
até que eu perca todo o ar
e caia inconsciente
das coisas que eu não fiz
mas acho que fiz
volteie
acorrente tonteie
esvazie gire
aperte enforque
açoite
Ouço vozes
não são pessoas
o solo se move depressa
são vultos
são gritos
que pedem por socorro
para mim
que de tão incapaz não consigo pedi-lo
Perdi-o
O ar
O vulto
O grito
O giro do carrossel
O
Assinar:
Postagens (Atom)