segunda-feira, 25 de março de 2013

Carta a alguém que se foi


Hoje eu vivi lembranças só minhas. Nada disso aconteceu, mas eu vi.
Me vi nos seus braços, acolhida em um abraço. Bem provável que você nunca tenha me dado.
Vi olhares se cruzando e congelando, talvez não precisasse ser assim.
Imprecisos.
Nos extrañábamos, em todos os sentidos, mas não (trans)parecia.
Nos perdemos, mas eu não estava nem na metade do caminho.
Eu vi tudo, eu vi tanto. Vi, vi, juro que vivi.
Tanto que até sinto um pouquinho de saudade de escapar de e com você.
É... Aonde você foi que não quis me levar? Pra onde eu mando esta carta se eu não sei onde você tá?

terça-feira, 19 de março de 2013

Poema da(á) saudade


Alguém já te disse que um dia se cansaria e ia?
Pra mim já, e eu ria...
Há verdades que a gente não aguenta escutar
E foge, corre, arruma um jeito de escapar
E escapa e sente falta
Mas não tem problema, saudade não mata
Eu dou um jeito nela, a enforco
Desvio, mudo a rotina, me sufoco
Não se importe
Encaremos os fatos como se encara a morte
Porque foi isso que aconteceu
Não volte mais, não há mais nada seu
Morreu.