Oi. Eu trouxe uma carta pra você.
Você disse que não se importava e que nada ia nos separar, que era pra eu ficar tranqüilo (nada mesmo, nem sua mãe escandalizando nossa diferença de dezenove anos de idade), afinal, você já tinha dezoito e sabia se cuidar.
Você disse que não se importava e que nada ia nos separar, que era pra eu ficar tranqüilo (nada mesmo, nem sua mãe escandalizando nossa diferença de dezenove anos de idade), afinal, você já tinha dezoito e sabia se cuidar.
Você disse também que me apoiaria em todos os momentos, como quando
eu não passei naquele concurso por dois míseros pontos.
Você prometeu que seria eterno e que cada dia de tristeza ao seu lado
seria recompensado com dez de alegria.
Eu nunca soube amar direito, nem demonstrar tudo o que sentia. Você
colocava a culpa no meu signo (ah, essa sua mania de interpretar meu mapa
astral a cada mudança de Lua...) e na minha infância, mas sempre ria e
compreendia, como se pra você bastasse que eu sentisse e mais nada. No fundo eu
sabia que você merecia mais do que um “eu te amo”, daquele jeito, meio morno,
no final das ligações, só não achava que eu pudesse fazer mais que aquilo.
Seu sorriso me iluminava, seu toque me fazia perder o ar e quando
seus braços me envolviam, eu me sentia protegido por completo.
Agora estou só e sem entender muito bem por que você não está aqui
comigo. Você foi naquele feriado e agora não vai mais voltar. Você quebrou as
promessas e me deixou antes do que havia dito.
Cada segundo sem você dói mais do que eu posso suportar e, mesmo eu
não tendo sido o melhor em expressar minhas emoções, eu suplico sua volta (meio
cético, você sabe que eu nunca acreditei muito nessas coisas) para Deus ou
qualquer um que possa fazê-lo.
Espero que a chuva não borre nem arraste essa carta do seu túmulo.
Sinto muito não ter podido dizer tudo isso a tempo.
Hey, você me deve centenas de dias de alegria. Te amo, pela eternidade.
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