Ou melhor, as razões pelas
quais eu não acredito que o amor foi feito para mim.
Já passei noites pensando
nisso, atirada na cama, cantando “Por que não eu?” do Leoni e me convenci de
que está tudo bem, não sou eu porque não, não nasci para isso.
Eu enxergo amor naqueles
casais felizes, alguns efêmeros, mas não menos felizes e os acho bonitos. Eles
são como a calça legging de caveiras, bonita, mas nas minhas coxas grossas não
ficaria legal. São como as obras da Frida Kahlo, eu jamais vou reproduzir
algo parecido. São como a Mercedes Sosa cantando “Gracias a la vida”, eu vejo,
eu escuto, mas não é algo para o qual estou capacitada.
Acredito que as pessoas
nascem com talentos diferentes. Para a arte, para a costura, para o artesanato,
para a escrita, para a música, para os estudos e para o amor. Algumas nascem
com vários desses talentos, eu nasci sem o talento para o amor.
Mas é preciso lembrar
também que é possível descobrir talentos a qualquer estágio da vida. No fundo
do copo (ou do poço, no caso), sempre ficam aqueles cristaizinhos de esperança.
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