Por quê? Olhava o mar
infinito no horizonte e as respostas ecoavam em minha cabeça. “Os olhos da
nossa memória veem melhor do que os nossos.” eu vi grafado numa estação de
metrô.
Porque eu o quis todos
aqueles anos passados e agora que eu pude tê-lo, deixei-o ir. Porque, na
verdade, ele nunca tinha sido meu, mas sim das Marianas, Anas, Camilas, Raíssas
e Júlias.
Eu fecho os olhos e me
lembro dos sussurros, das mãos e da boca que dizia enlouquecidamente o quanto
me queria. Demorou para eu entender que não havia amor, só palavras que ele
usou para conseguir o que queria.
Eu não sabia fingir até encontrá-lo.
Eu não sabia que alguém
podia fingir até encontrá-lo.
Hoje os meus olhos veem
mais do que os olhos da minha memória.
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