domingo, 18 de dezembro de 2011

O que foi 2011 para mim


2011 foi um ano de muita mudança para mim. E elas começaram em fevereiro. Um dia depois de ter saído a primeira chamada na USP, na qual meu nome não estava, saiu o resultado da Unifesp, e lá eu apareci aprovada em 5º lugar. Um dia depois de ter me sentido a pessoa mais burra do país, me senti a 5ª mais inteligente.

Fiz a matrícula na federal e poucos dias depois saiu a segunda chamada da USP. Passei e tomei uma decisão: não ia tratar como prioridade quem me tratou como segunda chamada (hahahaha). E foi a segunda melhor decisão que eu tomei na minha vida, porque a primeira foi ter prestado vestibulinho pro Luther King e não pra GV.

No começo de 2011 eu senti falta do ensino médio, principalmente dos meus amigos. Porque é aquilo, a gente promete que vai sempre se ver, mas acaba não dando muito certo, os horários não coincidem e a faculdade/cursinho toma a vida social de todo mundo. E você sabe láááá no fundo muito bem quem vai ficar com você por uns bons anos (e tenho muito que agradecer a Milena e a Camila Y. por isso e tenho que pedir muito pra Deus e pra elas também não me deixarem) e quem não vai, por mais que doa. Mas me surpreendi, positivamente, com o Igor, porque achei que ele fosse sumir no mundo das exatas e aparecer uma vez no mês e olhe lá (apesar de que ele deve se arrepender cada segundo da vida dele de ter virado meu amigo hahaha) e me surpreendi, negativamente, com algumas pessoas que sumiram em algum mundo por aí.

Conheci pessoas que espero levar para a vida toda. A Anne, HI FIVE, com quem falei no começo do ano, parei de falar, voltei a falar e espero não parar de falar nunca mais, porque ela me diverte, me entende (claaaro, né? Cancerianos são muito bons nisso), me agüenta falando dos boys o dia todo, me traz doce de leite de Minas e porque ela se tornou minha melhor amiga. O Otávio maravilhooooooso, que gonga a Anne comigo, que me faz rir (ALFACE) e que é tããããão cute ooown. A Pamela, que entende minhas desilusões amorosas e meus vícios gordos. A Mona, que é diva e tá sempre feliz. A Ana, que é tãããão meiga e paciente. E o que mais me encanta, em todos eles, é a responsabilidade.

Vi que eu não to nem um pouco perto de ser a 5ª pessoa mais inteligente do país, porque meus professores estão todos nesse ranking. Aprendi que não é porque uma pessoa tem um pós-doutorado que ela não tem coração, como o André, que deixou o menino vender rifas na aula dele (logo ele, que nem intervalo dá só para economizar tempo), para ajudar no tratamento de uma amiga usuária de crack, como a Márcia, que faz piadinhas sobre o mundo acadêmico e como o Paulo, que faz piada de tudo. Sem contar todos os outros professores, que dividiram suas experiências comigo e com a sala com uma humildade surpreendente, porque eles são os únicos que, na minha opinião, poderiam ter um ego do tamanho do mundo.

A Unifesp se tornou um lugar muito confortável pra mim, minha segunda casa e um lugar em que eu me sinto muito bem, onde o tempo passa rápido demais, onde eu cantei, dancei, gritei, carreguei bêbado, me estressei, xinguei, falei mal da comida do bandejão, mas continuei comendo lá todos os dias (e sentando perto da máquina de suco), me desesperei, estudei (coisa que, ainda bem, foi a que mais fiz) ri demais (a segunda coisa que mais fiz), me revoltei, votei não à greve nas assembléias e aquele lugar é a causa de eu ter criado um amor, um encanto e uma admiração tão grandes pelo curso de Letras que não cabem em palavras, que não cabem nem em mim.

Eu tenho que agradecer a Deus por cada conquista que eu tive (como o 10 em grego), por cada amigo feito e cada amigo mantido (como o Luis, a Letícia, a Akemi, a Camila S., o Felipe, a Cris e o Thi, além dos supracitados [ADORO ESSA PALAVRA]), por cada desafio ultrapassado (como a prova de grego hahaha), por cada risada, por cada lágrima, pelos aprendizados (e muitos deles só aconteceram porque quebrei muito a cara) e principalmente por ter me dado esses meus pais, que me apóiam (do jeito deles, não querendo me deixar fazer Letras, pedindo a Deus que eu bata com a cabeça na parede e tenha talento para engenharia, administração, nutrição, geriatria ou qualquer outra profissão que não tenha como eu acabar me tornando professora, falando que 8,5 em Literatura Brasileira não é uma nota boa ENTÃO VAI LÁ FAZER AQUELA PROVA DO CARA@#$% NO MEU LUGAR PRA VER SE NÃO É NOTA BOA), mas me apóiam.

E no dia 18 de dezembro de 2011 eu posso afirmar, com toda certeza que tenho, que fui muuuuito feliz esse ano, que ele foi melhor que 2010 (menos financeiramente haha, mas o dinheiro não compra a felicidade AAAHAAAAM, mas me leva pra sofrer em Buenos Aires), que eu descobri quem vai estar comigo quando eu precisar e quem não vai e posso afirmar também que não me arrependo de nada, nem das atitudes tomadas nem das atitudes não tomadas (principalmente dessas hahaha).

E as promessas pra 2012? As promessas vou deixar pra lá, nunca as cumpro mesmo!

Amo muito, muito, muito mesmo, com cada espacinho que tem no meu coração, cada um citado aqui e que está em negrito. Vocês são o que me fazem ter vontade de viver, vocês são os que movem meu mundo.

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